sexta-feira, 2 de agosto de 2013


 Assim Vai o Golfe Em Évora

Clube de Golfe de Évora participa no 6º “Tejo Golf Tour”

O Clube Golfe de Évora participou, no campo Ribagolfe II, no passado sábado, 6 de Julho, debaixo de um calor infernal, no VI Torneio Tejo Golf Tour – TGT. Convenhamos que só com muito boa vontade foi possível superar os cerca de 40º que se fizeram sentir durante a prova. De realçar que durante a prova foram distribuídos aos jogadores pequenos toalhetes frios para que cada um pudesse refrescar-se.

O TGT é um circuito constituído por um conjunto de 8 torneios de Golfe, organizados conjuntamente pelos Clubes aderentes e integram as suas Ordens de Mérito individuais ou campeonatos regulares. A organização dos torneios é rotativa pelos clubes participantes a saber: Xira Golfe, Grupo Desportivo Santander, Juvegolfe e Clube Desportivo do Banco de Portugal. O Clube de Golfe de Évora participa, este ano, neste circuito como clube convidado estando previsto, no próximo ano, a sua integração como membro efetivo.

O torneio, disputou-se em 18 buracos, na modalidade de Stableford, Full Handicap. A saída, de forma a minimizar os efeitos do calor, foi às 8.30 horas, na modalidade shotgun. Participaram 88 golfistas. Évora esteve presente com 14 jogadores, todos sócios do CGE. Cerca das 14 horas foi servido, no clubehouse, um almoço de carnes grelhadas e saladas. Seguiu-se a entrega dos prémios aos vencedores e sorteio da habitual tombola.

Independentemente da classificação geral, cada clube constituiu a sua própria classificação com distribuição de prémios individuais. A classificação do CGE ficou assim ordenada: Em Gross, o 1º foi Manuel Luz com 22 pontos, João Santana em 2º com 21 pontos e, em 3º lugar, Antonio Duarte Silva com 19 pontos. Na classificação Net, o 1º foi Miguel Viegas Louro com 35 pontos, Domingos Frões David, também com 35 pontos, em 2º lugar e Manuel Luz em 3º lugar com 33 pontos.

Depois deste torneio, a Ordem de Mérito do CGE é, em Stableford Net, liderada por Domingos David, em 2º lugar António Lobo e em 3º lugar Manuel Luz. Em Stableford Gross a liderança é de André Roquette, seguido por António Lobo e, em 3º lugar, Nuno Lopes.

Apenas uma nota final. Évora tem 2 clubes de Golfe gerindo, segundo dados da FPG, no conjunto, o handicap de 46 golfistas: Clube de Golfe de Évora 32 e Eb Golf Academy 14 jogadores. Infelizmente este panorama é idêntico nos restantes clubes do Alentejo com exceção de Troia que gere 53 golfistas. Aproveitando o contexto deste torneio conjunto e, tomando como referência o “grito de alerta” lançado, num passado muito recente, por Simão da Cunha, parece-me ter chegado o momento dos clubes se “entenderem”, nomeadamente os de Évora, aproveitarem as suas próprias sinergias, aproveitarem o conhecimento que cada um, individualmente, tem e caminharem no sentido de um grande movimento golfista na cidade de Évora. Quer o Clube de Golfe de Évora quer o Eb Golfe Academy tiveram, na génese da sua criação, objetivos muito próprios que bastante enriqueceram o movimento golfista. Neste momento, afigura-se-me que os clubes de Évora, a modalidade e os seus praticantes, todos ficarão a ganhar com a criação de um clube único. O Know-how de um, a experiencia formativa de outro, conjugados com as infraestruturas existentes, constituiriam um movimento multidisciplinar que, estou certo, só traria valor acrescentado para todos. Fica mais um alerta.
Carlos Moniz
Publicado Diário do Sul de 17/7/2013
 
 
 
Comissão de Inquérito aos Swaps
Acompanhei, ontem, durante algum tempo, o inquérito à Ministra das Finanças Maria Luís Albuquerque sobre a trapalhada questão dos Swaps.

Sinceramente que não disponho de dados que me permitam concluir se há ou não falsas declarações. Uma coisa é certa: depois ouvir as declarações de ontem concluo que houve omissões na primeira audição sobre esta matéria. Maria Luís Albuquerque contou a história que mais lhe convinha. Houve incúria no tratamento da situação, também não tenho duvidas. É bem de ver que Maria Luís Albuquerque também estava envolvida enquanto gestora da Refer e portanto, não podia mexer muito na situação pois ainda podia sobrar para ela. Fizeram o que é habitual neste país: relatórios e auditorias que levam meses e nada concluem, pois todos têm “telhados de vidro”, comem todas à mesma mesa e, por isso, há que branquear as conclusões.

É questionável que o Ministério das Finanças tenha levado tanto tempo a fazer alguma coisa quando havia a consciência da gravidade dos custos que tais derivados estavam a causar às empresas públicas, aos dinheiros públicos em suma aos dinheiros de todos os portugueses. A equipa do Ministério das Finanças disponha de suficiente informação oficial, oficiosa ou particular – para o caso pouco interessa – sobre o que estava a acontecer e sobre a gravidade da “bomba relógio” que estavam a receber do anterior governo. Dizer que nada sabiam é pura fantasia. A informação prestada ontem na Comissão de Inquérito sobre a inoperância não convenceu a oposição nem a mim. É preciso justificações mais convincentes.

Bom. Voltemos, na minha opinião, ao que interessa. A Comissão de Inquérito foi criada para apurar responsabilidades sobre as condições em que foram subscritos, quem os subscreveu, quem os autorizou e naturalmente que medidas foram tomadas para salvaguardar o interesse nacional em suma apurar responsabilidades, de todos os envolvidos nos vários níveis de decisão, designadamente o conhecimento da tutela e das entidades supervisoras.

Neste momento a Comissão Parlamentar - leia-se a oposição - apenas se tem preocupado em tirar dividendos políticos acusando a Ministra de ter mentido à comissão. Nem uma palavra sobre a responsabilidade de quem contratou os swap’s, porque foram negociados ou seja o que quiseram “tapar” com este produto de alto risco e porque não foram minimizados os prejuízos quando a Euribor a que estavam indexadas as taxas, começou a descer.

O passado não tem interessado aos senhores deputados. Apurar responsabilidades e custos, criar condições legislativas para que não se volte a cometer tais erros de gestão e naturalmente também apurar as razões que levaram o atual executivo a demorar tanto tempo a atuar, deveria ser uma prioridade da comissão.

Apenas um desabafo: Foi para mim confrangedor a forma como alguns deputados da oposição se comportaram nas suas intervenções, o tom, a forma e displicência como interrogavam a Ministra das Finanças. É um panorama triste, ainda por cima, transmitido em direto pela televisão para todo o país. Igualmente, me pareceu que Rui Rio, político por quem tinha respeito e me identificava com a sua forma de fazer politica, ultrapassou a barreira do bom senso quando, numa entrevista à SIC Noticias, se referiu a Maria Luís Albuquerque de forma muito depreciativa. O Dr. Rui Rio, com o devido respeito pela sua obra no Porto, não pode estar imune às decisões do governo. Que tenha uma “pedra no sapato” contra a agora ministra das finanças, não lhe dá o direito de a depreciar política e tecnicamente.

Entretanto, a ministra disse ontem na comissão de inquérito que a Egrep (EGREP – Entidade Gestora de Reservas Estratégicas de Produtos Petrolíferos, E.P.E. empresa publica que tem como missão específica a de constituir e manter a parcela estratégica das reservas de segurança nacionais de petróleo e produtos petrolíferos) vai vender parte das suas reservas petrolíferas, no valor de 112 milhões de euros para cobrir menos valias em operação de swap.

Em resumo, esta contradição de informação e insinuações entre todos os intervenientes neste processo, em nada abona o atual governo e tira, naturalmente, força politica à ministra das finanças. Espero, sinceramente, que se apurem responsabilidades políticas e criminais a quem “brincou” com os dinheiros públicos, não só quem negociou e subscreveu os contratos mas quem, com a responsabilidade da supervisão, negligenciou e deixou que os contribuintes tenham de suportar mais este buraco de centenas de milhões de euros

Évora, 31/7/2013
CM
Publicado no Blogue Mais Évora a 31.07.2013

segunda-feira, 29 de julho de 2013

 Desabafo      

Os interesses partidários continuam a preterir os interesses das instituições.

Os interesses partidários continuam a beneficiar e privilegiar os menos competentes, aqueles que apenas se encontram nas instituições por força das suas ligações partidárias ignorando as competências tão necessários e imperativas à recuperação deste país à beira mar plantado.

O “Socratismo” foi tão criticado pelas nomeações que efetuou, exclusivamente pela ligação partidária, sem qualquer critério de qualidade, prejudicando o interesse dos serviços públicos, em suma, de todos os contribuintes.

Infelizmente, aqueles que tanto criticaram, num passado muito recente, as nomeações efetuadas pelo PS, fizeram agora a mesma coisa. Não quero particularizar este ou aquele serviço, este ou aquele organismo mas não posso ignorar muita da “perversão” que se passa em muitos dos serviços desta nossa cidade, hoje liderados por aqueles que, num passado muito recente, criticavam as lideranças nomeadas pelo PS. Os que circulam e trabalham na cidade não podem fechar os olhos às muitas nomeações que foram efetuadas em serviços públicos, não pela competência profissional mas, para garantir e evitar que se quebrem os “telhados de vidro” que muitos dirigentes têm. Infelizmente, isto que acabo de desabafar está bem patente na nossa administração local.

É certo que não havia lugar para todos. Assim, há que gratificar, desta ou daquela forma, os que ficaram de fora. Mais uma vez, os dirigentes ignoram e desrespeitam os restantes trabalhadores, ao privilegiarem, das mais diversas formas, dando cobertura às mais diversas irregularidades, quem ficou de fora mas que, também, pertencem ao “grupo”. Sejam prudentes e racionais. Não minimizem a inteligência dos “comuns dos mortais”.

É uma desilusão todo este movimento. Todos estávamos, talvez, ingenuamente, esperançados que, finalmente, se assistiria a nomeações, privilegiando a competência. Afinal, foi uma pura ilusão. São todos iguais.

Com as alterações verificadas na estrutura do atual governo, suponho que algumas “leis orgânicas” tenham de ser alteradas obrigando a novas nomeações. Pode ser que esta curta experiência ilumine a mente de alguns dirigentes da nossa cidade e possa conduzi-los, a exemplo dos ministros que substituíram Secretários de Estado a, também, substituírem alguns quadros intermédios privilegiando a competência, salvaguardando, como é normal, a sua confiança.

Évora, julho, 2013

CM
(recebido por e-mail)
Publicado no Blogue Mais Évora a 29/7/2013

quarta-feira, 20 de março de 2013

Hoje é o dia internacional da Felicidade

Hoje é o dia internacional da Felicidade




Não vou discutir aspetos conceptuais ou teóricos de felicidade.
Não me sai da memoria a frase de Raul Solnado: Façam favor de ser felizes.
Tento seguir esta orientação.
Em resumo, faço tudo - ou pelo menos penso que faço tudo -  para ser feliz ou pelos menos ter momentos de felicidade!
O meu conceito de  felicidade passa por alguns princípios e praticas que, infelizmente, na realidade nem sempre fazem parte dos que nos rodeiam.
A minha felicidade passa pela família, pelos amigos, pelo amor, em suma, por uma vida partilhada.
Continuarei a tentar seguir o conselho de Raul Solnado!



sábado, 2 de março de 2013

Manifestação “Que se lixe a Troika

Publicado "Mais Évora" 3/3/2013
Manifestação “Que se lixe a Troika”
 

Estive solidário com a manifestação de protesto desencadeada por todo o país, no dia de hoje, sábado, contra as políticas de austeridade do governo; contudo, não me consigo associar ao movimento “que se lixe a tróica” e passo a explicar:

Quer se chame tróika ou outro nome qualquer, Portugal atingiu, num passado recente, um nível de endividamento que conduziram as finanças públicas a uma situação de “falência técnica”, que apenas poderia sobreviver com o apoio externo quer se chame tróika ou, como disse, outra coisa qualquer. Esta é uma realidade que não podemos ignorar. E mais, os credores é que impõem as regras do jogo, disso não tenhamos duvidas.

Gostaria de saber, por parte das forças politicas que condenaram o pedido de apoio externo, como resolveriam a situação de rotura financeira que Portugal viveu e ainda vive. Sinceramente tenho muita curiosidade.

Durante a manifestação de hoje ouvi imensos desabafos: “fora com a troika”, “rua com o governo”, “forças armadas na rua e novo 25 de abril”, etc., etc.

Todos temos consciência que esta austeridade, sem contrapartidas, está a levar o povo à miséria. Hoje, de manha, passando numa artéria da nossa cidade de Évora, constatei que, porta sim, porta não, havia um estabelecimento comercial fechado.

Eu próprio, na situação de reformado, depois de 38 anos de trabalho, vi o meu rendimento mensal reduzido, desde o início deste ano, em cerca de 18 %. Acrescente-se a esta redução os aumentos generalizados do custo de vida. A este propósito, interrogo-me, por que razão, têm os reformados de pagar, para além da sobretaxa de IRS, uma taxa a que chamam de “contribuição extraordinária de solidariedade” que, para quem não sabe, tem os seguinte valores:

       0 a 1.350 Euros ………………….. 0%

1.350 a 1800 Euros………….……….. 16%

+ de 3.7500 euros ….………………… 10%

Pois bem, concluo que as medidas de austeridade estão a ser cegas. Também reconheço que o país chegou a uma situação financeira que não aguenta mais os encargos que ao longo do tempo foram sendo assumidos pelos diversos governos, por questões ideológicas e eleitorais, mas sempre à custa de endividamento externo.

As “conquistas de Abril”, que o povo hoje tanto reclama, foram adquiridas, muitas delas, sem qualquer sustentabilidade, a tal ponto que chegamos à rotura financeira que hoje vivemos. Temos de ter consciência desta triste situação.

Um das vozes mais sonantes nesta manifestação foi, “Governo para a Rua”. Nada tenho contra. Apenas me interrogo do seguinte. Se este governo cair, a alternância é, naturalmente,  um governo do PS que, como todos sabemos e para quem tem a memória fresca, levou este país, com a sua política, dita social, à situação de falência que estamos agora todos a pagar. Mesmo assim, não tenho duvida que os atuais líderes do PS, pese embora a demagogia própria de quem não está no governo, não terão hipótese de seguir politica muito diferente da atual. E, abstenho-me de fazer mais comentários.

Não sou um Velho do Restelo nem tão pouco quero ser pessimista ou derrotista. Quero apenas ser realista. Sendo assim, que nos resta?

Todos temos consciência e todos sentimos que vivemos uma crise económica e financeira de proporções imprevisíveis. Esta crise põe em causa muitos dos direitos fundamentais dos trabalhadores e da população em geral

O Primeiro ministro é o único que ainda não tomou consciência de tal situação. Vive num mundo de fantasia alimentando e alimentado pela pobreza de espírito dos seus seguidores e "boys" que dominam sem qualquer sentido de estado ou bem fazer a hierarquia do poder económico e funcionalismo do estado. Felizmente, alguns - muito poucos - mais conscientes, reconhecem, em surdina, que o “rei vai nu”. 

Concluo que a demissão do governo não é a solução. Mais uma crise politica em nada vai ajudar a resolver o problema do país, Uma coisa é certa, precisa de ser remodelado. Miguel Relvas deve abandonar o elenco governativo e os Ministérios da Economia e Agricultara devem ser reformulados.

Passos Coelho não pode ignorar o manifesto de indignação dos portugueses.

O Presidente da Republica tem de intervir, tem de quebrar o silencio e explicar ao país o que pensa da atual situação e criar condições para que a atual politica de austeridade seja minimizada.

Assim, entre outras:

·         É preciso revitalizar a economia. Aligeirar ao carga fiscal de forma a aumentar o consumo interno e evitar mais falências e desemprego.

·         Reduzir a despesa pública, entre muitas:

o   Colocando nas hierarquias do funcionalismo do estado profissionais da própria estrutura e não “boys” que nada acrescentam ao serviço e apenas acumulam ordenados e reformas de outros serviços de onde vieram e só contribuem para a degradação dos serviços onde são colocados. Há que profissionalizar os serviços públicos.

o   Aproveitando a potencialidade dos quadros existentes no funcionalismo público em vez de recorrerem a serviços externos.

o   Fiscalizando e suspendendo as arbitrariedades dos dirigentes que só contribuem para agravar o ambiente e degradação da relação de trabalho desmotivando e naturalmente reduzindo o nível de produção da função pública.

·         Ajudar as PME’s, motor do emprego, com programas financeiros e económicos que permitam o desenvolvimento e dinamização da sua atividade.

·         Controlar e credibilizar as remunerações fixas e variáveis dos gestores das empresas públicas.

·         Rever as reformas e ajudas de custo e outros benefícios financeiros dos deputados, membros do governo, autarquias e gestores públicos.

·         Renegociar, urgentemente, o serviço da divida externa, quer em prazo quer em valor das taxa a pagar.
 
Em suma, neste meu desabafo, ao sabor da pena, gostaria de ver o Primeiro Ministro deixar-se de fantasias e intervenções bem falantes que nada dizem e apenas contribuem para agravar a minha revolta e da grande maioria dos portugueses e assumir a situação efetiva do país e dizer que “os sacrifícios serão para todos”.

Assumir que o povo já não aguenta mais sacrifícios.
Tirar conclusões do manifesto de indignação dos portugueses por todo o território nacional e ouvir o que os parceiros sociais têm para propor.

O Mexilhão