quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

 

Sr. Ministro Nuno Pedro Santos

Antes de dissertar sobre as megalomanias para a linha "Lisboa / Porto / Vigo" , analise os resultados das ultimas eleições no Alentejo e relacione-as  com as necessidades de investimento na estrutura ferroviária da região.

Senão vejamos:  Por exemplo, para viajar de Lisboa a Beja, em comboio, não tem uma linha direta. Precisa de fazer transbordo!!!

Será que o Alentejo não merece melhores transportes ferroviários?

Pois é: O Alentejo dá muitos votos!

Depois, não se admirem que o povo se manifeste!

 

 

terça-feira, 4 de junho de 2019

Pensamento




Nasci modesto numo ambiente rico. Vivi como rico num ambiente fantasia.
Naveguei numa onda incerta.
Hoje, orgulho-me de ser quem sou

Évora, 4 de Junho 2019

terça-feira, 28 de maio de 2019


Eleições Europeias 2019

 
Costa derrubou José Seguro que teve 31.46 %  e canta vitoria com 33.38%   Cresceu apenas 1.92. Não percebo onde está a grande vitoria que apregoam.  É só propaganda!

PSD e CDS em 2014 tiveram 27.71% . Agora, embora separados, tiveram 28.13 % ou sejam cresceram e, se juntarmos os votos da Aliança, teriam crescido 2.29 %.

PS faz uma navegação à vista.  Hoje uma coisa amanha outra.  Cá dentro junta-se à esquerda. La fora junta-se aos liberais.  Não há projetos de futuro.

Esta tudo cego. Tem efetivamente uma máquina de comunicação que funciona dizendo tudo o que as pessoas querem ouvir.

Rui Rio tem um projeto de futuro, mas, infelizmente, não dá votos.

Rui Rio tem de desmascara António Costa e as suas estratégias. Caso contrário, a nova versão José Sócrates, consolida posições.

Os organismos públicos estão liderados pelos amigos e família muitos deles de reconhecida incompetência. Ate dá dó ver o que se passa na máquina do estado.

Resumo, dizendo que a campanha foi uma vergonha.  Falou-se de tudo menos da Europa e do perfil dos próprios candidatos em termos de experiencia europeia

 

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Desabafo





Desabafo


Acabei de ler uma entrevista do John Banville, escritor irlandês, na sua visita pela feira do Livro de Lisboa para lançar o seu livro  "A guitarra Azul" . Embora ele condene a nossa inevitável mania de vivermos presos ao passado, pessoalmente, sinto uma nostalgia do meu tempo perdido ...




Quando olho para traz, vejo o tempo que perdi.

Como gostaria de ter hoje 20 e poucos anos.

A vida tinha tanto para oferecer mas o meu horizonte era muito limitado,  nada via …

Hoje é tarde. Claro, hoje já é muito tarde.

Hoje tenho de viver os dias que me faltam com aquilo que aprendi e, convenhamos, foi muito …

Évora, 01 Junho 2016

domingo, 13 de dezembro de 2015

Natal na Madeira

Texto publicado no Diário do Sul de Évora na edição de 10 Dez 2015



Natal na Madeira
 
... no meu imaginário de madeirense,  recordo:



… a Festa como é conhecida a quadra natalícia na Madeira, sempre vivida com muita intensidade por toda a população. As famílias visitam-se e provam os licores caseiros de diversos aromas: anis, laranja, tangerina, maracujá e tim tam tum. Em todas as casas não falta a carne de vinho e alhos, o bolo e broas de mel e outras iguarias, por vezes, desconhecidas durante o resto do ano.






… e as Missas do Parto que nem o frio nem a chuva das manhãs de Inverno demoviam a criançada e os adultos de se levantarem bem cedo, por volta das 5 da manha, para irem às Missas do Parto. São uma tradição que vem de longe e que se realiza em todas as freguesias da Madeira. A primeira tem lugar a 16 Dez e a ultima a 24 Dez. É hábito durante a celebração religiosa, muitos fiéis entregarem à paróquia pequenas lembranças. Estas oferendas eram levadas através das tradicionais "romagens" de homens e mulheres vestidos com trajes tradicionais. Depois da missa, a festa continuava pelas ruas e no adro da igreja. Era tempo de provar os licores e a doçaria caseira ao som das músicas típicas da quadra natalícia acompanhadas por instrumentos tradicionais: as gaitas, os machetes e violas de arame entre outros

…e as tradicionais Lapinhas como são conhecidos os presépios na minha terra. Tinham 2 versões: a escadinha e a rochinha. Na minha casa a tradição ficava-se pela escadinha. Era armada em cima da cómoda ou mesa, com 2 / 3 degraus em que no cimo se colocava uma Imagem do Menino Jesus de pé. Nos diversos degraus eram colocadas fruta, pequenos vasos de trigo, imagens de pastores e outros adornos que por vezes nada tinham a ver com a quadra. Era feito um arco à volta do menino com ramos de “Alegra Campo”, onde as crianças penduravam os balões. Na rochinha as pessoas tentavam recriar a paisagem da Ilha.





... que saudades da Noite do Mercado. Na noite de 23 Dezembro toda a família convergia para a cidade, para o mercado dos lavradores. Faziam-se as últimas compras de Natal. Por vezes, era nesta noite que se comprava o Pinheiro e o Alegra Campo.













… e que saudades da Missa do Galo. Na noite de 24, à meia-noite, toda a família se dirigia para o Igreja da sua localidade. Ambiente de festa e alegria. Todos cantavam as canções alusivas a época. Os templos enchiam-se de povo. Na rua a rapaziada ia fazendo estalar as “bombas” assustando as raparigas e os graúdos também. Nas zonas mais rurais a deslocação para a Missa era feita em grupos que tocavam e cantavam ao desafio. No regresso a casa, a família reunia à mesa para tomar a tradicional canja, comer sandes de galinha, doces e saborear os licores caseiros.













... no Dia de Natal, enquanto os adultos prolongavam o seu descanso matinal, a criançada levanta-se cedo e corria para a cozinha, para o fogão, onde o Pai Natal, durante a noite, descera pela chaminé  e deixara os presentes. O resto do dia era passado em família. Ao almoço, o prato tradicional, era a carne de vinho e alhos













... finalmente chegava a noite de Fim do Ano. O anfiteatro do Funchal transformava-se num presépio iluminado. A cidade enchia-se de turistas. Manifestações culturais aconteciam por todo o lado. Todos iluminavam as suas habitações. Todos estendiam as suas gambiarras de lâmpadas coloridas. Das varandas lançava-se “fogo” de todas as maneiras, feitios e tamanhos. Eram as estrelinhas, os beijinhos, os foguetinhos, as bombas pequenitas e maiores num sem fim de material para queimar em pouco tempo. Entretanto todos procuravam as zonas mais altas de forma a melhor visualizarem a baía do Funchal. Finalmente a meia-noite. Do mar ouviam-se as sirenes dos cruzeiros e demais embarcações. O espetáculo pirotécnico começava com coreografias e uma conjugação de cores harmoniosas a estalar por todos os lados. Todos se cumprimentavam e desejavam um Bom Ano.







... no Dia de Reis as pessoas percorria as casas de amigos e familiares, tocando e cantando canções adequadas à época.









... as comemorações natalícias continuavam até o Dia Santo Amaro (15 de Janeiro). Grupos de homens e mulheres apresentavam-se às portas dos seus amigos e famílias, munidos de uma vassoura. Havia que varrer os armários. A Festa tinha acabado. Desmanchavam-se a lapinha e o pinheiro, comiam-se e bebiam-se os últimos doces e licores.



Hoje, graças ao empenho de muitos grupos sociais, grupos de música tradicional e juntas de freguesia, todas estas tradições não morreram. Muitas delas continuam com grande visibilidade.
 
Carlos Moniz


Dez 2015


 

domingo, 21 de junho de 2015

O Golfe na Feira de S João


Noticia publicada no Diário do Sul

O Golfe na Feira de S. João

O Clube de Golfe de Evora vai levar o golfe à feira de S. João.

Esta será uma oportunidade dos jovens, acompanhados das suas famílias, poderem experimentar a prática desta modalidade, ensaiar as suas primeiras tacadas e participar num Mini Circuito de Golfe.

Esta iniciativa do CGE, será realizada em parceria com o Agrupamento de escolas Severim de Faria e Agrupamento nº 2 de Escolas de Évora, contando com o apoio da Camara Municipal de Évora e do Desporto Escolar.

Este evento só é possível graças à disponibilidade do “Projeto Drive” da Federação Portuguesa de Golfe, cujo principal objetivo é levar o golfe às escolas promovendo a prática da modalidade junto das camadas jovens de forma a aumentar o número de praticantes e combater o estigma elitista da modalidade. Os parceiros desta iniciativa inédita da FPG – Projeto Drive - são o R&A de St. Andrews, o Ryder Cup European Development Trust, o Portugal Masters/European Tour, a PGA de Portugal, a Peugeot e a Multi Mall Management. A FPG conta ainda com os apoios institucionais do Instituto Português do Desporto e Juventude, do Ministério da Educação e de várias Autarquias nomeadamente da Camara Municipal de Évora

Visite-nos, na Feira de S. João, a partir de 24 de Junho, na área do Parque Infantil e experimente o prazer e uma tacada de golfe.

domingo, 5 de abril de 2015

A Minha Medalha de Combatente


Desabafo

Finalmente recebi a minha, mais que merecida, medalha de combatente nas “Campanhas e Comissões Especiais das Forças Armadas Portuguesas – Guiné 1970-72”





Recebi um telefonema do Sr. Sargento Ajudante  (Já não me recordo o nome ) que me informou ter já disponível a minha medalha de combatente.

Simpaticamente,  informou-me da forma de a receber


·         Dirigir-me ao Quarte General de Évora, Secção de Pessoal, onde teria lugar a cerimónia de entrega  ou

·         Cerimonia do Dia do Combatente , no próximo dia 9 de Abril, organizada pela Liga dos Combatentes de Évora.


A minha ânsia de receber a medalha era tão grande que  optei por dirigir-me, de imediato,  ao Quartel General à dita secção de Pessoal !

Fui recebido à porta de armas pelo soldado (?), que com toda a respeitabilidade de um militar, bateu os tacões das sua botas bem luzidias e, com uma continência aprumada me saudou. Considerando o fim que me levava aquele espaço militar, pensei:  finalmente, alguém esta a reconhecer  os meus valiosos atos heroicos de combatente em terras africanas.

Fui conduzido à  dita Secção de Pessoal e anunciado aos vários militares que lá estavam,  da minha presença e do fim que me levava àquela unidade militar. Alguém apontou para um sargento que estava ao fundo da sala,  como a pessoa que trataria  da entrega da tão aguardada condecoração. Avancei na sua direção e, ainda sentado no seu posto de trabalho, questionou:


- É o Sr. Carlos Moniz que esteve na Guine entre 70/72 ?

- Sou eu mesmo, em pessoa.

 

Levantou-se  do seu posto de trabalho, dirigiu-se a um armário encostada a uma parede do outro lado sala,  tirou de lá a caixa que continha a condecoração. Veio na minha direção e disse: Aqui tem a sua medalha.

Despediu-se  e voltou a sentar-se numa cadeira, que me pareceu pouco confortável,  em frente de uma secretária atolada de papeis. Quando já ia de saída, questionou-me se eu conhecia um tal ( ? ), pois tinha lá a medalha dele mas não tinha qualquer contacto! Não, não conheço, respondi-lhe.

Saí desiludido e triste. Não houve discurso, nem fotografo e não fui cumprimento por uma alta hierarquia militar.


Carlos Moniz