Desabafo
Os interesses partidários continuam a beneficiar e privilegiar os menos competentes, aqueles que apenas se encontram nas instituições por força das suas ligações partidárias ignorando as competências tão necessários e imperativas à recuperação deste país à beira mar plantado.
O “Socratismo” foi tão criticado pelas nomeações que efetuou, exclusivamente pela ligação partidária, sem qualquer critério de qualidade, prejudicando o interesse dos serviços públicos, em suma, de todos os contribuintes.
Infelizmente, aqueles que tanto criticaram, num passado muito recente, as nomeações efetuadas pelo PS, fizeram agora a mesma coisa. Não quero particularizar este ou aquele serviço, este ou aquele organismo mas não posso ignorar muita da “perversão” que se passa em muitos dos serviços desta nossa cidade, hoje liderados por aqueles que, num passado muito recente, criticavam as lideranças nomeadas pelo PS. Os que circulam e trabalham na cidade não podem fechar os olhos às muitas nomeações que foram efetuadas em serviços públicos, não pela competência profissional mas, para garantir e evitar que se quebrem os “telhados de vidro” que muitos dirigentes têm. Infelizmente, isto que acabo de desabafar está bem patente na nossa administração local.
É certo que não havia lugar para todos. Assim, há que gratificar, desta ou daquela forma, os que ficaram de fora. Mais uma vez, os dirigentes ignoram e desrespeitam os restantes trabalhadores, ao privilegiarem, das mais diversas formas, dando cobertura às mais diversas irregularidades, quem ficou de fora mas que, também, pertencem ao “grupo”. Sejam prudentes e racionais. Não minimizem a inteligência dos “comuns dos mortais”.
É uma desilusão todo este movimento. Todos estávamos, talvez, ingenuamente, esperançados que, finalmente, se assistiria a nomeações, privilegiando a competência. Afinal, foi uma pura ilusão. São todos iguais.
Com as alterações verificadas na estrutura do atual governo, suponho que algumas “leis orgânicas” tenham de ser alteradas obrigando a novas nomeações. Pode ser que esta curta experiência ilumine a mente de alguns dirigentes da nossa cidade e possa conduzi-los, a exemplo dos ministros que substituíram Secretários de Estado a, também, substituírem alguns quadros intermédios privilegiando a competência, salvaguardando, como é normal, a sua confiança.
Évora, julho, 2013
CM
(recebido por e-mail)
Publicado no Blogue Mais Évora a 29/7/2013